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Histórico

Os galpões da extinta empresa de navegação da Cia Hoepcke, no município de São Francisco do Sul, a 189 quilômetros de Florianópolis, hoje abrigam o Museu Nacional do Mar - Embarcações Brasileiras, criado em 1991 pelo decreto 615, de 10 de setembro, inaugurado em dezembro de 1992 e aberto oficialmente à visitação do público no início de 1993. O espaço pode ser compreendido como um território para a salvaguarda do patrimônio naval brasileiro, reunindo em seu acervo uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país.

A ideia de se criar um museu no local surgiu na década de 1980, durante os estudos para o tombamento do centro histórico de São Francisco do Sul. O espaço não poderia ser mais oportuno: ainda hoje é possível visualizar os trilhos para vagonetes que ligavam os amplos galpões aos trapiches, onde atracavam os navios da empresa de navegação que faziam o transporte de erva-mate, sal e outros produtos. Além disso, a construção está em sintonia com a bela Baía da Babitonga, a qual é possível vislumbrar logo na entrada do museu e durante boa parte do percurso da exposição.

Entre 2003 e 2004, o local passou por obras para receber uma grande diversidade de embarcações. O acervo está organizado em 18 salas divididas por temas. Entre as peças disponíveis à visitação do público, estão mais de 91 barcos em tamanho natural, cerca de 150 peças de modelismo e artesanato naval e a Coleção Alves Câmara, do século XXI (reprodução da coleção original que se encontra no espaço cultural da Marinha, no Rio de Janeiro). Tudo identificado com textos, imagens explicativas e trilha sonora com músicas folclóricas das diversas regiões brasileiras e a música tema do museu, produzida especialmente para esta finalidade.

No Museu Nacional do Mar, o visitante faz um verdadeiro passeio pela história da navegação e da relação do homem com o mar ao apreciar seu acervo, tombado por Lei Federal desde 2010. Entre os modelos de embarcações abrigados no local estão canoas como as de um pau só, as bordadas do litoral catarinense, do baixo São Francisco, de tolda ou sergipana e chacheira do Rio Grande do Sul. Há ainda as baleeiras de casco liso ou trincado, pintadas de cores vivas, que são, do ponto de vista da carpintaria, verdadeiras obras-primas.

O acervo conta ainda com traineiras, botes, jangadas (de cinco paus e de tábuas), saveiros da Bahia e o cúter do Maranhão. Na sala dedicada ao navegador Amyr Klink, famoso por várias expedições, entre elas a travessia a remo do Atlântico Sul (1984), está disponível à visitação a canoa que ele ganhou quando criança. Seu barco IAT, usado na travessia de 1984 e que ficou em exposição no museu, foi levado para restauro e, no momento, não integra a mostra.

Outro espaço de destaque no Museu é a Biblioteca Kelvin Palmer Rothier Duarte, formada por mais de 1,5 mil volumes com a temática naval. Entre os exemplares encontrados no local estão obras raras, fotografias, desenhos e cartas náuticas. Tudo disponível à consulta do público em geral.

O Museu Nacional do Mar é, sem dúvidas, de suma importância e significado no contexto da preservação da memória do patrimônio naval brasileiro e das culturas ribeirinhas e litorâneas. Anualmente, cerca de 40 mil pessoas, entre grupos de estudantes, pesquisadores e turistas vindos de todas as partes do Brasil e do mundo procuram pelo espaço, interessados em conhecer melhor as artes e saberes do homem do mar.

(Foto: Márcio Henrique Martins / Assessoria de Comunicação FCC)

Fonte: Assessoria de Comunicação FCC