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Acervo sobre folclore catarinense reúne milhares de registros em plataforma digital para acesso público

Segunda, 13 de Novembro de 2017
Entre as décadas de 1980 e 1990 pouco ou quase nada no que se refere às manifestações da cultura popular em Santa Catarina, em especial a partir da Grande Florianópolis, passou despercebido ao “radar” do pesquisador e folclorista Waldemar Joaquim da Silva Neto, o “Waldemar do Ribeirão”. São mais de 17 mil imagens, mais de 1 mil horas de áudio e outras 20 horas em vídeos, agora devidamente digitalizado e catalogado e que a partir de terça-feira (14 de novembro) estará disponível ao público por uma plataforma digital: o Acervo Caruso de Folclore Catarinense (www.acervocaruso.wordpress.com). O lançamento ocorrerá às 20h, na Nau Catarineta (anexo a Casa Açoriana de Artes e Tramóias), em Santo Antônio de Lisboa e a entrada é franca.
 
Premiado em 2014 pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, do governo do Estado, na categoria Patrimônio Cultural Material, o Acervo Caruso é um projeto de resgate e difusão de fotografias e gravações de cultura popular feitas há mais de 20 anos por Waldemar Joaquim da Silva. O trabalho reuniu uma equipe de notáveis na área, como o próprio folclorista, que conta com a curadoria do crítico e artista plástico João Otávio Neves Filho (“Janga”), a coordenação de conservação e restauro de Norberto Verani Depizzolatti  e produção executiva de José Rafael Mamigonian.
 
Sobre o autor
 
Entre os anos de 1982 e 1995, o pesquisador de folclore Waldemar Joaquim da Silva Neto registrou em foto, áudio e vídeo diversas manifestações da cultura popular em Santa Catarina. Ele acompanhou mestres e foliões das Bandeiras do Divino, registrou Novenas, inventariou Ternos, acompanhou as apresentações de grupos de Boi de Mamão, Pau-de-fita, Cacumbi, entre outras manifetações, nas mais distantes freguesias da Grande Florianópolis, assim como em outras localidades do Estado. 
 
O projeto Acervo “Caruso” de Folclore Catarinense permitiu a realização do importante trabalho de resgate, preservação e difusão das fotografias e gravações pertencentes ao pesquisador. Seu acervo está agora devidamente acondicionado, catalogado e digitalizado, somando mais de 17 mil imagens, mais de 1 mil horas de áudios e aproximadamente 20 horas em vídeos. Uma seleção curatorial foi feita de forma a disponibilizar parte do acervo para visualização no website do projeto. 
 
Os documentos físicos do Acervo “Caruso” serão doados para guarda em uma instituição pública. O evento de lançamento do “Acervo Caruso” consistirá de uma sucinta apresentação do trabalho empreendido ao longo da sua realização e também do lançamento do website específico projeto.
 
Waldemar integrava-se completamente no contexto e ambiente de sua pesquisa. Ao longo dos anos, efetuou uma série de entrevistas formais e informais com os mestres populares, bem como com amigos e anônimos dos bairros que visitava. Era presença constante em qualquer evento festivo folclórico da Ilha. Sua produção documental, efetuada inteiramente com recursos próprios, em muito se inspirou no trabalho de Franklin Cascaes, mestre na prospecção de informações em suas pesquisas de campo.
 
Ele também se relacionava diretamente com as pessoas das comunidades, sem intermediários nem “filtros” intelectuais, sempre em busca do registro fiel e concreto, dos saberes, das histórias da memória da cultura popular em Santa Catarina. 
 
Haver registrado um período específico de “transição modernizadora” da cidade entre os anos 1980 e 1990, o acervo empresta a estes documentos uma raridade e especialidade únicos para a memória das comunidades retratadas. Ciente da importância destes materiais, e por vontade expressa do seu autor, este conjunto monumental de documentos foi nomeado Acervo “Caruso” em homenagem a Waldemar Joaquim da Silva Filho, seu tio, advogado e vereador nascido como ele no Ribeirão da Ilha, e também pesquisador da cultura popular, falecido em 1984.
 
Serviço
O quê: Lançamento do Acervo “Caruso” de Folclore Catarinense
Quando: 14 de novembro, às 20h
Local: Nau Catarineta, Rua Cônego Serpa, 30, Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis (anexo à Casa Açoriana de Artes e Tramóias)
Entrada: gratuita
Informações: (48) 99914-1979 (José Rafael Mamigonian), (48) 3222-7238 (Nau Catarineta), acervocaruso@gmail.com
Website: www.acervocaruso.wordpress.com (disponível a partir do dia 14/11)
 

Fonte: Assessoria de Comunicação FCC